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Entrem e fiquem a vontade, espero que aproveitem da melhor forma o nosso cantinho, pois afinal somos Mulheres de fibra

e sabemos mais do que ninguém afirmar o que...

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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Animais de estimação também podem pegar doenças de inverno



A época fria do ano chegou, alterando a rotina dos bichos de estimação e de seus donos. Como os seres humanos, os animais sofrem com as baixas temperaturas e com uma doença típica da estação: gripe.

No mundo canino, ela é chamada de traqueobronquite infecciosa canina (ou tosse dos canis). É a doença de maior incidência nesta época do ano. Para gatos, o nome do perigo é rinotraqueíte. A transmissão se dá por via respiratória, sempre entre seres da mesma espécie. O tratamento é simples, estruturado em analgésicos e anti- inflamatórios.

Atenção aos sintomas. Se o pet apresentar tosse seca, como se fosse engasgar, nariz escorrendo, infecção ocular, falta de apetite e está quieto demais, provavelmente ele está gripado.

Gripe hoje não causa maiores preocupações. "Existem vacinas que protegem os bichos por um ano", diz a veterinária Fernanda Dutra Nicacio, 24. A primeira imunização exige uma segunda aplicação, que é feita 21 dias depois da primeira dose.

Campanhas de prevenção tentam atingir um público que ainda carece de informação, como o bancário Márcio Campanelli Moreira, 34. Suas duas cadelas bichon frisé, Daphne e Emily, não estão protegidas contra a gripe. "Eu nem sabia dessa vacina."

Já levar os pets para passear no inverno pode ser um drama. Ventos frios, chuva e poças d'água são fatores que fazem qualquer um repensar um passeio. "O uso de roupinhas é recomendado", diz a veterinária. "O ideal é passear em lugares onde o contato com outros animais é zero e nos horários mais quentes do dia."

Os pelos são a proteção natural dos animais e contribuem para que os bichos sintam menos os efeitos do frio. A bancária Mari Lídia Mattos, 43, teve de levar a lhasa apso Nina para tosar depois que seus pelos ficaram embaraçados. "Dias depois o frio chegou para valer e agora ela está sofrendo bastante, pois não gosta de usar roupinhas", relata.

Para os animais, a tosa é uma questão de saúde. Mesmo com as temperaturas baixas, deve ser feita como em qualquer outra estação do ano. "Há quem pense que colocar uma roupa resolve o problema depois de um corte rente ao corpo", afirma o veterinário Marcelo Luiz, 39. "Deixar a veste por semanas resulta em embaraços, focos de bactérias."

Tal conduta pode gerar infecções. As roupinhas são aconselháveis, mas, antes de dormir, as peças devem ser retiradas e o pelo do animal, escovado, para evitar que fique embaraçado.

Marcelo constata em seu pet shop, no Morumbi, que no inverno aumenta a opção pela tosa higiênica. "É a mais indicada. Além de acertar os pelos, ela garante a higienização de patas (unhas), ouvidos e genitais." Outra opção é o corte com tesoura para quem aposta no visual típico das raças.


Verdades e mitos

Banho, sim ou não?
"A frequência de banhos até aumenta no inverno", diz a veterinária Cristiane de Brito, 26. O segredo é não deixar os pets molhados para evitar fungos. Cuidado na hora de secar. Os secadores para cabelos podem queimar a pele dos bichos. Nos pet shops, há equipamentos com jatos de ar quente e com pressão para retirar toda a água. Há a opção do banho seco, com sprays e lenços umedecidos.

Gripe suína x pets
Segundo o veterinário Marcelo Luiz, o vírus que deixa o planeta em alerta não representa ameaça aos pets: "Cães e gatos só são infectados por agentes contraídos de seres da mesma espécie".

10 dicas de convivência para animais de estimação em apartamento


Confira algumas atitudes simples para que seu pet não se transforme
em motivo de problema com os vizinhos.



A presença de animais em condomínios é um dos principais motivos de desentendimento entre os moradores. O que mais costuma incomodar os vizinhos são o excesso de barulho e a sujeira nas áreas comuns. Gostando ou não, quem mora em apartamento dificilmente ficará livre da convivência com os bichinhos: no Brasil, 59% dos domicílios têm algum animal de estimação. Para cada seis habitantes há um cão domesticado e, para cada 16, um gato. Números do Ibope apontam que existem 54 milhões de animais domésticos no país, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

Para todos aqueles que têm ou querem ter um pet no apartamento, algumas atitudes simples podem evitar problemas:

1- Procure se informar sobre as raças mais adequadas para viver em apartamentos;

2- É importante que o dono busque orientação de profissionais especializados para educar o cachorro a não latir ao toque da campainha ou interfone;

3- O jardim do condomínio não é o local apropriado para a toilete dos cães e gatos. Mas, se um "acidente" acontecer, recolha os dejetos do bichinho;

4- Para evitar aborrecimentos, o ideal é criar regras claras de transporte e permanência dos bichos de estimação. O uso do elevador de serviço, com o animal no colo é o mais indicado. Tanto a assembléia geral como o regulamento interno podem determinar essas normas;

5- Mantenha em dia a vacinação do seu animal de estimação, colaborando para a saúde e bem-estar de todos;

6- Não deixe o animal sozinho por muito tempo dentro do apartamento e realize passeios diários, se possível mais de uma vez ao dia;

7- Caso precise se ausentar do apartamento por muito tempo deixe o animal na casa de algum amigo ou parente;

8- Nunca deixe o animal solto nas áreas comuns;

9- Procure sempre andar com a coleira e guia.

Escolha a lancheira certa e o lanche saudável



Para seu filho ter uma boa volta às aulas monte um lanche saudável e escolha bem a lancheira. Trazemos algumas dicas de lancheiras e lanches. Cardápios deliciosos podem ser saudáveis e a escolha do local apropriado para armazenar o lanche do seu filho é muito importante.
Entre materiais escolares e outras pendências, a preparação da lancheira não precisa ser improvisada por conta da falta de tempo e ideias.
A nutricionista do Hospital São Luiz, Adriana Mesquita, traz algumas dicas que permitem que as mães se programem e não se percam na educação alimentar da criança.
Para escolher a lancheira correta você deve procurara algo que seja feito de material resistente e lavável, e a higienização deve ser feita com álcool assim que chegar da escola, não dispensando a lavagem com água e sabão, no mínimo, uma vez por semana. "Importante orientar as crianças para evitar o contato da lancheira direto com o chão e higienizar as mãos antes do consumo dos alimentos", lembrou a nutricionista. Se comprar um lancheira térmica for difícil utilize recipientes térmicos internos.
Para fazer um lanche saudável é importante primeiro conversar com os filhos sobre suas preferências. Reservem um momento para montar um cardápio quinzenal juntos. Assim você se programa e ainda pode negociar alguns itens para estimular o apetite, cuidado que também evita pecar nos excessos de alimentos industrializados, doces e refrigerantes. "Combine com a criança como farão parte do cardápio. Doces e frituras não são proibidos desde que consumidos com equilíbrio", orientou Adriana
Dose as quantidades pois o lanche deve conter cerca de 300 calorias para as crianças com peso adequado. Procure colocar uma fonte de carboidratos (pães, biscoitos, barrinhas de cereais), uma de proteína (leite e derivados, frios) e outra de vitaminas e minerais (frutas e suco de frutas). "O último e importante passo é verificar a quantidade consumida e a preferência deles ao chegar da escola, fazendo dessa tarefa uma atividade prazerosa e saudável", contou a especialista.

Desfaça algumas dúvidas sobre o cardápio:

Bebidas: Os sucos podem ser naturais, desde que colocados em garrafas térmicas, ou de caixinha, do tipo néctar. Achocolatados prontos e água de coco são ótimas variações.
Frutas: Boas opções são aquelas que podem ser cortadas em pedaços e não escurecem como mamão e melancia. Uma salada de frutas bem colorida também pode estimular a criança. Lembre-se de enviar um talher.
Pães: Alternar o tipo de pão pode evitar que seu filho enjoe dos lanches preparados e corra para a cantina da escola. Ofereça pão de forma comum ou integral, pão sírio, bisnaga, pão de leite, torradas e bolos simples, feitos em casa.
Recheio: Margarina, requeijão, queijos branco ou mussarela, geleia, peito de peru e presunto magro. Não se esqueça que frios são muito perecíveis, compre pequenas quantidades e verifique as datas de validade após abertos.

Por Catharina Apolinário

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Monte seu kit de ferramentas

Saiba quais itens são indispensáveis para realizar pequenos reparos em casa


Ter uma boa caixa de ferramentas por perto ajuda na hora de fazer pequenos reparos em casa como ajustar o cabo de uma panela que está frouxo, colocar um quadro na parede ou mesmo trocar a lâmpada. Alguns itens como tesoura, alicate e chave de fenda são essenciais em um kit de primeiros socorros básico. Para facilitar a escolha, separamos aqui outras ferramentas que devem ter presença garantida no conjunto:

1- Martelo de orelha (ou de carpinteiro): é o mais usado para retirar pregos, já que possui uma bifurcação na ponta;

2- Chave de grifo: usada para desapertar porcas, esta ferramenta ajuda na instalação de itens como torneiras de banheiro;

3-  Chave Philips: ferramenta usada em parafusos tipo Philips;

4- Chave de fenda: item usado para girar, apertar ou afrouxar parafusos com fenda;

5- Parafusos e buchas;

6- Pregos;

7- Luvas: em sistemas elétricos, o indicado é recorrer a modelos de borracha;

8- Alicate universal: mais popular entre os tipos de alicate, o universal corta fios, cabos e arames;

9- Alicate de bico;

10- Estilete;

11- Fita isolante;

12- Lanterna;

13- Barbante;

14- Arame nº 18;

15- Trena (fita métrica);

16- Furadeira: para garantir bons serviços, o recomendado é possuir cinco brocas para madeira e outras cinco para concreto.

Vasos diferentes

A dica que as Mulheres gostam hoje é muito simples e fácil de fazer. A sugestão é criar pequenos vasos reutilizando velhos coadores de pano. A ideia é da jornalista gaúcha Angela Oliveira, do blog Magrinha, e foi publicada na revista Manequim em abril de 2005.



Para começar, pegue um coador de pano que você já não usa mais e lave bem. Se quiser dar um toque especial, é possível tingir o coador. Como o material utilizado é pano, tintas de tecido pegam muito bem e dão muito certo. Espere secar.

Para envasar suas plantas, você também pode fazer de duas maneiras: Corte uma garrafa PET em uma altura suficiente para que fique escondida dentro do coador de café. A seguir, faça pelo menos uns quatro furos, no fundo da garrafa para que a água da rega ou da chuva - caso fique pendurado na área externa, possa escorrer. Adicione terra adubada na garrafa e plante suas ervas aromáticas, ou flores. Coloque dentro do coador.

A segunda maneira é fazer o processo de plantio diretamente no coador. Mas, caso opte por este tipo de vaso, o melhor mesmo é deixar o coador na forma original, sem tinta. Pode ser que com a chuva e a rega, a tinta acabe saindo, mesmo que desbote pouco, também não se sabe se o corante utilizado pode afetar a saúde de suas plantas. Estes vasos são indicados para área externa, uma vez que o escoamento da água carrega um pouco de terra. Além da sujeira, ele vai molhar o que estiver embaixo.

Neste caso, verifique de tempos em tempos se a quantidade necessária de terra para manter sua planta saudável está na medida certa. Caso não esteja, complete com um pouco de adubo.

Para pendurar seus vasos, basta colocar um prego na parede e pendurar o coador pela alça.

Se os vasos forem enfeitar o interior de sua casa, opte por plantas que não exijam tanta água e lembre-se de não regar demais para que não escorra demasiado. Escolha locais onde a água possa cair, eventualmente.

Acerte na escolha do sapato sem prejudicar o seu corpo


Nem a sapatilha escapa da lista de calçados que causam dores e deformidades

Eles são considerados a paixão de muitas mulheres e viraram até fetiche de consumo. Sapatos dão um charme a mais no visual, mas alguns tipos exigem cuidados, pois podem causar estragos na estrutura do nosso corpo - de dor nas costas a joanete, bolhas e calos. "O melhor calçado é o tênis, enquanto sapatos com salto plataforma, salto muito alto associado ao bico fino e salto altosimples são os piores", afirma o ortopedista Marcelo Cavalheiro, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e médico do Hospital Israelita Albert Einstein. Conheça os sapatos que mais prejudicam o seu corpo e saiba como amenizar os malefícios.

Salto alto demais

Resistir à sua elegância é difícil, mas o salto alto demais traz muitos prejuízos ao corpo. Segundo o ortopedista Marcelo Cavalheiro, esse tipo de calçado pode causar hiperlordose (acentuação da lordose, que é uma curva natural da coluna) e dor nas costas. Nos joelhos, pode ocorrer a chamada síndrome femoropatelar (dor na região da patela, também conhecida como rótula) e condromalácia patelar (machucado da cartilagem da patela), além do risco maior de entorse (distorção violenta que rompe os ligamentos de uma articulação), que gera ainda mais lesões.

No tornozelo, também pode haver entorse, machucando a cartilagem ou os ligamentos dessa região. Os prejuízos são sentidos ainda nos pés: "O peso da pessoa fica no antepé, o que pode ocasionar metatarsalgia (dor na parte frontal do pé), joanete, calosidades, bolhas e retração do tendão de Aquiles?, conta o ortopedista. Por esse conjunto de problemas, a pessoa pode desenvolver algum tipo de problema postural com o uso constante de salto. 

"Também pode acontecer de os músculos isquiotibiais - aqueles que vão da perna até acima dos quadris - ficarem encurtados, gerando ainda mais sobrecarga na coluna", diz o ortopedista Fabiano Faria, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. 

A solução para as amantes de salto é simples: diminuir o tamanho. "Deve-se evitar usar esse salto muito alto em muitos dias da semana, já que, quanto mais se usa, maior será a incidência dos problemas", aconselha Fabiano.

Salto fino demais

Toda mulher vira uma equilibrista quando calça um sapato com salto fino demais - o que é um grande problema, já que a caminhada fica instável e o corpo, desequilibrado. "Esse salto pode provocar os mesmos transtornos do salto alto, além de agravar ainda mais o entorse de joelho e tornozelo", explica Marcelo Cavalheiro. Para o ortopedista Fabiano Faria, a única solução é aumentar a largura desse salto, para que o caminhar fique mais estável: "Quanto mais fino, mais instabilidade para caminhar a pessoa terá".

Sapatilha

Mesmo eleita como um dos sapatos mais confortáveis, a sapatilha também tem as suas restrições. Ela não tem sistema de amortecimento, o que aumenta o impacto ao caminhar. "O excesso de impacto pode gerar consumo de cartilagem de quadril, joelho, coluna e tornozelo, porque ocorre uma sobrecarga nessa cartilagem", diz o ortopedista Marcelo Cavalheiro, que lembra que o uso excessivo da sapatilha também pode gerar inflamação no tecido gorduroso que reveste o calcanhar, chamado de coxim gorduroso do calcâneo. 

Além disso, por ser baixinha demais, a sapatilha pode causar dores no tendão de Aquiles e fascite plantar (o famoso esporão), para quem não tem muita flexibilidade. "Até a pessoa melhorar o alongamento, ela pode usar um salto pequeno, de 2 a 3 cm, para o pé ficar ligeiramente inclinado, compensando a falta de alongamento", diz Fabiano Faria. Mas, se você não abre mão da sapatilha, tente usar uma palmilha de silicone ou espuma. 

Rasteirinha

Apesar de também ser confortável, esse calçado é baixo demais e enfrenta problemas similares à sapatilha: pode levar ao desgaste de cartilagens de quadril, joelho, coluna e tornozelo se usadas em excesso. "A rasteirinha também aumenta a incidência de entorse de joelho e tornozelo e quedas, já que se prende facilmente em qualquer irregularidade do chão", alerta Marcelo Cavalheiro. Para aliviar os problemas, a solução é a mesma da sapatilha: procurar um sapato com salto pequeno ou com mais amortecimento.

Salto plataforma

O salto plataforma é um dos piores: acumula os prejuízos de ser alto demais - lesões na coluna, joelho e tornozelo -, e é muito instável, já que eleva tanto a parte da frente quanto a parte de trás do pé e aumenta o risco de torções. "Essas torções costumam ser bem graves, já que, com esse tipo de sapato, o pé costuma ficar muito acima do chão", alerta o ortopedista Fabiano Faria.

Sapatos de bico fino

O scarpin de bico fino é chique, mas seus pés podem sofrer com essa elegância. Segundo o ortopedista do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, esse sapato não deixa espaço para os dedos e pressiona-os demais, causando deformidades, tais como calosidades, bolhas e o famoso joanete. Fabiano aconselha que os sapatos de bico fino sejam substituídos por aqueles de bico mais alargado, principalmente se a pessoa tiver tendência a desenvolver joanete.

Sapato com numeração errada

A cena é clássica: basta achar um sapato maravilhoso e com um ótimo desconto que fica difícil resistir à tentação de levá-lo, mesmo que a numeração não seja exatamente a sua. No entanto, seja maior ou menor que seu pé, um sapato mal encaixado provoca calosidades e bolhas. "O sapato deve ser confortável para evitar quedas e bolhas, ou seja, precisa estar na o numeração correta", indica Marcelo Cavalheiro.

Mito - Ponto G não existe


Andrea Burri, nasceu em Berna, capital suíça, e estudou em Zurique. Ela já é considerada uma especialista de comportamento e disfunções sexuais.

A pesquisadora de 31 anos vive atualmente em Londres, onde continua suas pesquisas. Seus trabalhos sobre a sexualidade feminina tornaram-se conhecidos quando ela começou a falar abertamente do orgasmo feminino.

Genética, hormônios e educação

Recentemente ela declarou que a orientação sexual das mulheres depende de uma combinação genética, hormonal e da educação.

Seus estudos sobre o orgasmo suscitaram controvérsia, especialmente quando afirma que o misterioso ponto G reivindicado por algumas mulheres só existe na imaginação delas.

Durante suas pesquisas em psicologia clínica na Universidade de Zurique, ela rapidamente dedicou-se a estudar os comportamentos sexuais. "A depressão, como a anorexia, me interessavam, mas o sexo ainda mais", explica.

Sua fascinação provém da discrepância entre a atitude da sociedade em relação ao sexo e os complexos das pessoas comuns.

"Todo mundo fala de sexo, o sexo está por todo lado, nas revistas e na televisão, mas para muita gente continua a ser um assunto proibido. Os não-especialistas que devem falar dos meus estudos, às vezes ficam muito incomodados. Como é possível falar tanto de um assunto que continua sendo um tabu?"

Estigma

Andrea Burri fez mestrado na Alemanha, porque na Suíça não havia o ramo das ciências sexuais. Aliás, alguns de seus professores suíços tentaram dissuadi-la de prosseguir seus estudos dos comportamentos sexuais. "Eles receavam que eu fosse estigmatizada pelo meu trabalho. Mas eu era meio rebelde naquela época e então fui para Hamburgo."

E então a psicóloga foi mesmo estigmatizada? "Era antes chato porque, frequentemente, não te levam a sério nessa área. Eu utilizo a mesma metodologia aplicada nas pesquisas sobre o câncer, mas minha área não é considerada como apropriada ou, de certa maneira, séria."

Concretamente, o que ocorre é uma dificuldade constante de encontrar recursos para financiar as pesquisas sobre a sexualidade. "De um lado, é fácil fazer carreira porque não somos muito numerosos. De outro, nem sempre consigo financiamento e é uma luta permanente."

Ponto G fica na cabeça

Andrea Burri trabalha há quatro anos em Londres, dividindo seu tempo entre a Queen Mary University e o King's College.

Seus principais centros de interesse são a genética da orientação sexual e os distúrbios sexuais femininos. Ela conta que são áreas quase inexploradas na população feminina e que os estudos existentes são de má qualidade e pouco amplos.

"Em minhas pesquisas acerca das disfunções do orgasmo, encontrei estudos sobre o famoso ponto G, mas me dei conta que havia pouquíssimos estudos e com amostras muito pequenas de população. Achava irresponsável clamar a existência de uma entidade que jamais foi provada e, em certos casos, era baseada em apenas 30 mulheres no mundo."

A psicóloga acrescenta que a maioria dos estudos tentaram localizar o ponto G utilizando ecografias. Ela criou sua própria equipe de pesquisa no King's College de Londres para determinar a existência dessa zona erógena.

Não houve exame físico. Mais de 3000 mulheres, todas verdadeiras ou falsas gêmeas, responderam a um questionário, e especialmente se elas pensavam que a vagina continha essa pequena zona sensível.

Conclusão : o ponto G não existe como zona anatômica localizada. Esse é o mais importante feito até agora e foi publicado pelo Journal of Sexual Medicine em 2010 e teve repercussão na mídia internacional.

Fonte: diário da Saúde